Il 10 giugno è la Festa del Portogallo e coincide con l'anniversario della morte del suo più importante poeta, Luís Vaz de Camões.

Giugno è da sempre il mio mese preferito.

Un mese estivo a tutti gli effetti ma in cui il caldo ancora non si fa opprimente.
Grano maturo baciato dai papaveri e da brezze marine; siepi di gelsomino, da togliere il fiato.
Non è il mese delle vacanze ma il mese infantile della fine della scuola, che ho sempre vissuto con eccitazione e un po’ di malinconia. Perché io, a scuola, mi sono sempre divertita.

Ma è soprattutto in Giugno che mi manca Lisbona.

Giugno è una sorta di mese sacro per la città e per il Portogallo intero. Il  mese del Santo o meglio dei Santi: Antonio, Pietro e Paolo, che si celebrano nelle Féstas Populares, durante il mese intero.
Il mese delle sardinhas assadas (sardine grigliate) per strada.  Sacro e profano si mischiano e si mescolano all’odore delle sardine.
Il  mese di Camões e il mese della lingua portoghese.
Giugno, il mese del Portogallo, il mese della poesia, il mese di Pessoa.
In Giugno, il 13, esattamente nel giorno di Sant’Antonio, nacque infatti anche quel geniaccio di Fernado Pessoa.

Propongo qui sotto una passeggiata virtuale in bicicletta lungo il Tago, con un poema di Alberto Caeiro, uno dei tanti eteronimi che assunse il poeta  portoghese.

O Tejo é mais belo

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro
XX – O Tejo é mais belo
do “Guardador de Rebanhos”

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